Deputado Samuel Júnior move ação judicial contra Netflix no Brasil

Representação visa a retirada do ar do filme “A Primeira Tentação de Cristo”, produzido pela companhia Porta dos Fundos, por conta do conteúdo preconceituoso e ofensivo à fé cristã

O deputado estadual, Samuel Júnior (PDT), deu entrada na última sexta-feira (13) numa representação judicial contra a Netflix no Brasil. A ação movida pelo parlamentar visa obrigar a plataforma de streaming a tirar do ar o filme “A Primeira Tentação de Cristo”, produzido pela companhia Porta dos Fundos, por conta do conteúdo preconceituoso e ofensivo à fé cristã.

“Devemos nos posicionar contra esse tipo de conteúdo. A liberdade de expressão não é salvo conduto para permitir abusos e atos de blasfêmia contra a fé alheia. Esse filme é moralmente condenável e absolutamente desrespeitoso. Como cristãos e cidadãos devemos promover um boicote contra todos que incentivam a produção com esse tipo de teor”, afirmou o deputado.

Além de retirar o longa metragem da lista disponível para exibição da plataforma, a ação judicial protocolada por Samuel Júnior também prevê o pedido de pagamento da Netflix de multa por danos morais. “Queremos que a justiça conceda uma punição exemplar para coibir a produção de qualquer conteúdo audiovisual que traga como mote a desqualificação da crença ou qualquer atividade religiosa. Não podemos abrir precedente. Não se trata da defesa da fé cristã apenas, mas que todas as formas de professar a fé sejam respeitadas e salvaguardadas em nosso país”, justificou.

Na semana passada, o deputado federal baiano, Alex Santana (PDT), conjuntamente com da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara Federal, em Brasília, deu entrada no requerimento para realização de uma Audiência Pública para cobrar esclarecimentos da Netflix sobre o filme.

Cristãos de todo país promovem uma campanha nas redes sociais que boicote à Netflix e ao filme. Entre as medidas propostas está a assinatura de petição eletrônica de repúdio, cancelamento das contas na Netflix, além de incentivar a postagem negativa contra o longa no portal Reclame Aqui e descurtidas no trailer do filme no Youtube.

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